"... não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural. Nada deve parecer impossível de mudar."
Bertold Brecht

19/10/2014

Em 19.10.14 por Dr. Renan Marino     Comentários
Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vão soltar 10 mil mosquitos Aedes aegypti toda semana durante três ou quatro meses no bairro de Tubiacanga, na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. Os mosquitos contêm a bactéria Wolbachia, que os impede de transmitir o vírus da dengue. O objetivo é substituir toda a população de mosquitos da região para reduzir os casos de infecção por dengue.

A liberação dos primeiros mosquitos aconteceu nesta quarta-feira (24). Desde 2012, a Fiocruz trabalha no projeto estudando bairros para a aplicação do método, avaliando a população de mosquitos desses bairros e promovendo cruzamentos dos mosquitos com Wolbachia com os mosquitos do Brasil em laboratório.

Os ovos de mosquito com a bactéria foram importados da Austrália, com autorização do Ibama.

A partir da seleção do bairro de Tubiacanga, a Fiocruz também começou a fazer um trabalho junto à população de esclarecimento sobre o projeto. Moreira conta que uma pesquisa foi feita com 30% da população de cerca de 3 mil habitantes do bairro para verificar o conhecimento que as pessoas tinham sobre a dengue e a opinião que faziam do projeto. 90% dos entrevistados disseram estar de acordo com a soltura dos mosquitos com Wolbachia na região.

Clique aqui para ler a matéria completa no G1.

06/09/2014

Em 6.9.14 por Dr. Renan Marino     Comentários
Acredite, a falta de educação muitas vezes termina em violência, roubos, assaltos, assassinatos, depressão, políticos com deficiência moral e altos níveis de corrupção, resultando em governos autoritários e em uma sociedade injusta e desigual.

Para resolver os problemas da Educação no Brasil é preciso mais que simplesmente aumentar o financiamento público, é preciso coragem para mudar o conteúdo programático que é voltado apenas para instrução formal, repetitiva, decorada, centrada no professor, abarrotando nossas crianças com uma enorme carga de conhecimentos meramente técnicos, inúteis para formação do intelecto e sem condições de desenvolver a crítica ou questionamentos.

Os alunos são encaixados em um modelo idealizado e não real, ou seja, não são levadas em conta as diferenças individuais no processo de ensino e aprendizagem, que na maioria das vezes está fora de sua realidade, no máximo com o objetivo de prepará-los para competir e ter um lugar no mercado de trabalho.

O processo educativo, que deve respeitar a complexidade da vida humana, só faz sentido se superar a fragmentação e reducionismo a que as sociedades ocidentais contemporâneas foram levadas. O paradigma da totalidade precisa se impor para dar vida ao corpo social, que deve ser o agente educador, começando pela própria família, pela responsabilidade das empresas em geral (que empregam pais e mães), pelo Estado provedor e pela Escola em si, que deve integrar incessantemente os alunos, onde nem a matéria e nem o professor são os centros e sim o aluno proativo e motivado. Neste modelo, cabe ao professor incentivar, organizar as atividades, orientar e adequar às capacidades individuais do grupo, ou seja, o professor não ensina, auxilia o aluno a aprender.

Desde o ensino fundamental e passando pelas escolas de 1º e 2º graus, o fio condutor de todo aprendizado transformador deve ser o pensamento ecológico e sistêmico, ensinando que a vida surgiu no planeta pela cooperação, parcerias e pela formação de redes, e não pela competição desagregadora e egocentrada.

Os novos tempos pedem uma retomada de curso, com a mudança para um conceito de Educação focada na integralidade corpo-mente-espírito, em sintonia com os desafios do século XXI, buscando a formação de indivíduos auto-conscientes, com compromisso moral, espírito de coletividade e verdadeiros cidadãos!

No modelo atual, ora vigente, uns poucos privilegiados sairão vencedores e uma multidão de infelizes carregarão suas frustrações pela vida afora, empobrecendo o futuro da nação...

É um modelo falido e perverso, que já deu tudo que tinha que dar. O próprio IDEB - Índice de Desenvolvimento da Educação Básica - que foi criado em 2007 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP) para avaliar a qualidade da educação brasileira, retrata o cotidiano deste desastre ano após ano.

O processo educativo só acontece se existir amor e bom senso.

RENAN MARINO é professor da FAMERP-Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto/SP

Assista os vídeos de Rubem Alves no programa Provocações sobre Educação.

Vídeo 1 - Vídeo 2
Vídeo 3 - Vídeo 4

31/08/2014

Em 31.8.14 por Dr. Renan Marino     Comentários
O pediatra homeopata Renan Marino, professor da Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp) e mestre em Ciências da Saúde, também é presidente do Instituto Homeopático François Lamasson (IHFL), de Ribeirão Preto, que acaba de enviar sua contribuição para o combate à doença, com base na aplicação de um complexo homeopático que desenvolveu para combater a dengue, no Brasil. A esperança é que a doença seja contida o quanto antes.

“Encaminhei protocolo de tratamento da febre hemorrágica ebola a pedido da homeopata Altunay Agaoglu, presidente da Liga Medica Homeopática Internacional (LMHI), com objetivo de cooperação internacional e, por meio de colegas homeopatas da Alemanha, que estão em contato com o governo da Liberia, colocar o protocolo em prática na área ocidental da África, a mais atingida pela epidemia”, diz.

Clique aqui para ler a matéria completa no Diarioweb.

RENAN MARINO é professor da FAMERP-Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto/SP


02/08/2014

Em 2.8.14 por Dr. Renan Marino     Comentários
Como especialista em epidemias proponho que a analogia com o sistema imunológico no organismo humano, seja o modelo para combater a grave epidemia narco-moral que assola o corpo social das cidades brasileiras. Somente desta maneira se colocaria um fim à calamidade do Crack & Afins, que degrada o caráter e transforma o homem em algo monstruoso e não-humano, e que segue financiando com vidas humanas a maioria das modalidades criminosas da atualidade.

Bastaria apenas coragem e determinação política para cumprir a constituição federal, instituindo o controle rigoroso e absoluto de nossas fronteiras por terra, água e ar. Com o foco correto na etiologia do problema, cortamos esta contagiosa enfermidade social pela raiz. É pura insensatez seguir enxugando gelo!

Com uma Polícia Federal aparelhada e valorizada profissionalmente e o Exército Nacional mobilizado por inteiro para este desafio, colocaríamos um fim a esta traiçoeira guerrilha urbana que vem destruindo lares, punindo inocentes, criando órfãos em profusão e matando cada vez mais e mais, aos milhares... Porquê será que uma análise tão simples e lógica deste câncer que hoje mata o Brasil, fica tão complicada para ser colocada em prática??!

Até porque não somos produtores de Coca!

RENAN MARINO é professor da FAMERP-Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto/SP

27/07/2014

Em 27.7.14 por Dr. Renan Marino     Comentários
A agência americana que regula fármacos quer que os consumidores saibam que tomar uma dose de acetaminofeno/ paracetamol maior do que a recomendada pode potencialmente causar sérios danos ao fígado ou mesmo morte.

Dentistas, rotineiramente, tratam de dor aguda dos pacientes. Em alguns casos, eles recomendam que os pacientes comecem a usar o acetaminofeno/ paracetamol vendido sem prescrição antes da consulta para o tratamento.

Acetaminofeno/ paracetamol é o nome genérico do ingrediente ativo de produtos vendidos sem prescrição como o Tylenol e de medicamentos vendidos com prescrição como o Vicodin e Percocet. O ingrediente é encontrado em mais de 600 remédios para alívio da dor e febre, gripes e resfriados, alergia e auxiliares do sono vendidos com ou sem prescrição, segundo a FDA.

Quando usado conforme as orientações, o medicamento é seguro e eficaz, mas "tomar ainda que só um pouquinho a mais do que o prescrito, ou usar mais do que um remédio que contenha acetaminofeno" pode ser fatal.

Clique aqui para ler a matéria completa.

21/04/2014

Em 21.4.14 por Dr. Renan Marino     Comentários
Um aparelho portátil e de baixo custo, desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP), é capaz diagnosticar com precisão os pacientes com o vírus da dengue em apenas 20 minutos, já a partir dos primeiros sintomas. A novidade está sendo possível porque um estudo mostrou alta concentração da proteína NS1, produzida pelo vírus.

Atualmente, o exame para detectar a doença só pode ser feito no sexto dia, o que faz com que ela seja confundida com outras infecções e nem sempre tratada da forma adequada. A demora no diagnóstico pode levar, especialmente nos casos de reincidência, à morte, como explica o Francisco Guimarães, professor responsável pelo estudo.

— O teste convencional não pode ser feito nos primeiros dias, porque ele mede a concentração de anticorpos. [O paciente] tem que ter quadro avançado de dengue. O novo aparelho detecta a proteína já nos primeiros dias.

03/03/2014

Em 3.3.14 por Dr. Renan Marino     Comentários
O índice de Breteau coletado pelo Departamento de Vigilância Ambiental de Rio Preto e divulgado ontem com os dados de janeiro está três vezes acima do nível considerado aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Os dados revelam que o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, está encontrando muitos criadouros para se reproduzir e reforçando a previsão da própria Secretaria de Saúde de que o município terá nova epidemia este ano. Fonte: Diarioweb.

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19/12/2013

Em 19.12.13 por Dr. Renan Marino em ,     Comentários
IRRACIONALIDADE TERAPÊUTICA NA DENGUE: A CRÔNICA ANUNCIADA DE MUITAS MORTES QUE AINDA ESTÃO POR VIR...

Porquê razões o PARACETAMOL deve ser absolutamente proibido em casos de dengue?

As razões decorrem da soma de evidências: de um lado , estudos clínicos (Wahid et al, em Southeast Asian Trop Med Public Health, vol. 31, nº.2, june 2000) e de microscopia eletrônica (MIGOWSKI, E. Uso de Antitérmicos em Doenças Infecciosas Virais. Encarte Abbott do Brasil, 2002) que demonstram cabalmente o fato da dengue tratar-se em síntese de uma hepatite, isto é, os 4 tipos de vírus da dengue determinam um quadro clínico de importante inflamação do fígado, fato que verificamos cotidianamente com a dosagem seriada das transaminases ALT (TGP) e AST (TGO) em níveis médios acima de 100 U/L na evolução de pacientes com dengue.

De outro lado, estudos farmacocinéticos mais recentes que indicam a urgência em se alterar a classificação RAM- (Reações Adversas Medicamentosas)- do Paracetamol, hoje catalogado apenas como RAM-A (isto é, capaz de causar lesões hepáticas apenas na dose-dependência acima de 4g/dia, na lógica das reações de síntese sulfatação e glucuronização), também para o grupo RAM-B (lesões não-dependentes da dose do fármaco), uma vez que na dengue o fígado deixa de produzir a glutationa ("Comissão de Fármacos" da Academia Americana de Pediatria - AAP - analisando a toxicidade do paracetamol em crianças. Este estudo é encontrado na edição brasileira da Revista médica "Pediatrics", vol.6, nº 2, 2002, páginas de 79 a 83) seguindo-se então uma série de reações em cascata de enzimas microssomais intracelulares, que na ausência da glutationa levam a lise maciça de hepatócitos.

A glutationa é um peptídeo endógeno secretado pelo fígado normal que neutraliza o metabólito reativo do paracetamol (para-amino-benzoquinona-imino) gerado na via oxidativa do Citocromo P-450 CYP2E1, e uma vez não ocorrendo este bloqueio pela baixa de síntese de glutationa, ocorrem extensas áreas de necrose no fígado, muito semelhantes às encontradas na febre amarela.Trata-se de um processo que não é dose-dependente, bastando a simples presença do paracetamol em organismos geneticamente sensíveis, ou seja, maus produtores de glutationa ou a coexistência de fatores que exacerbem a atividade desta via oxidativa (como doença viral por exemplo) para que esta reações da chamada 3ª via -CYP2E1- sejam desencadeadas.

No momento já ultrapassamos mais de 500 mortes por dengue em todo país (devidos à síndrome do choque da dengue, dengue hemorrágica ou dengue com complicações), e é evidente que todos os casos de má evolução compreendem os pacientes que já apresentavam alguma doença crônica de base (cardiopatias, diabetes, hipertensão arterial sistêmica, hepatites virais, pneumopatias, doenças auto-imunes ou neoplasias, obesidade mórbida, etc..) em que o fígado já se encontrava afetado e não suportou a ação hepática do vírus da dengue, ou então os casos em que os pacientes utilizaram o paracetamol ou pior, ambas as situações citadas. Isto tem um nome específico: Dengue Agravada por Iatrogenia!!! E assim as Autoridades da Saúde tem abdicado do seu dever de zelar pela integridade e pela proteção da vida da população, e se estivessem realmente atentas a estas questões já deveriam há muito terem intervido, no mínimo por prudência, suspendendo a indicação do paracetamol na dengue até que tudo seja devidamente esclarecido.

Que efeitos o Paracetamol pode causar em um organismo saudável e em uma pessoal com dengue? Quais os riscos?

Estudo publicado no JAMA (“Aminotransferase Elevations in Healthy Adults Receiving 4 grams of Acetaminophen - Paracetamol - Daily”, Paul B. Watkins ET AL em 2006, n° 296:87-93)mostrou que o uso do paracetamol em pessoas consideradas saudáveis, durante 1 a 2 semanas, determina ocorrência de hepatite medicamentosa na imensa maioria dos pacientes, mesmo em doses consideradas terapêuticas, isto é 4g diárias. Hoje sabemos que o indivíduo acometido pela dengue se encontra clinicamente com hepatite pela ação hepatotrópica característica do vírus da dengue (que é do gênero flavivírus,como também o são o vírus da hepatite C e o da febre amarela), e uma vez medicado com paracetamol iniciará a superposição de mais um quadro de agressão ao fígado, agora pela ação da própria droga, reconhecidamente das mais agressivas a este órgão em uso na atualidade, e assim resultando em hepatite medicamentosa. Os riscos são muito evidentes: alto grau de inflamação e necrose hepática levando à disfunção importante do fígado que redundará em baixa de albumina e de fatores de coagulação, liberação de substâncias vasoativas como interleucinas, fator de necrose tumoral, etc.. que provocarão extravasamento plasmático para cavidades,  colapso circulatório e hemorragias.

Como tem sido a divulgação e a repercussão desta luta na internet?

A divulgação e alerta não só às autoridades sanitárias, mas principalmente do ator principal e maior interessado que é a população, cujas vidas se encontram em permanente risco. Só tem sido possível graças ao fantástico veículo democrático de comunicação direta que é a internet, através de blog específico para este fim e que já atingiu mais de 185.000 visitas. São pessoas de todos os cantos do país, e muitas mesmo de outros países do cone sul, que assim podem usar esta ferramenta para acompanhar a marcha da epidemia de maneira direta, clara e objetiva, inclusive interagindo com perguntas e formando elas próprias uma opinião sobre este grave problema de saúde pública. Assim ocorre uma discussão aberta, com a participação de todos, mostrando que o consenso não envolve nenhum outro tipo de interesse que não seja o bem comum. Não é uma questão sectária ou ideológica, transcende a visão alopática ou homeopática, deve ser analisada estritamente do ponto de vista médico e científico. É a realização na prática, do sagrado direito do acesso às informações de relevância e de interesse de todos os cidadãos brasileiros, direito este garantido constitucionalmente.

A discussão sobre o uso do Paracetamol nos pacientes com dengue é atual e pertinente, já que vários estados do país tem enfrentado epidemias de dengue, ano após ano – Por que, em sua opinião, mesmo com esta discussão antiga o uso do Paracetamol ainda é recomendado pelo Ministério de Saúde no tratamento da dengue?

São muitos e complexos os fatores que tem contribuido para este estado de verdadeira calamidade pública. Creio que um dos pontos mais importantes seja a acomodação das instituições governamentais e do mundo acadêmico com suas cabeças entorpecidas. Assim, nossa dependência externa de protocolos terapêuticos estranhos à nossa realidade foram se impondo em questões muito específicas do nosso país, envolvendo endemias e epidemias, e é claro que sempre passando pelo viés socio-econômico. Esta dócil subserviência terceiro-mundista acabou por paralisar nossa autocrítica em relação a uma patologia genuinamente tropical, no caso da dengue. Desta maneira nossa experiência adquirida no manejo destes casos, que deveria ser levada em grande consideração, pelo contrário, nunca foi devidamente avaliada. Cruzamos os braços, ligamos nosso cérebro no automático, e nos deixamos levar por clichês terapêuticos anacrônicos, fora de lugar e defasados diante dos novos conhecimentos científicos, que foram sendo replicados e ficando cada vez mais absurdos, perigosos e insensatos, mas seguidos à risca e colocando em sérios riscos a saúde do nosso povo. Todos estes interesses são estranhos à sagrada arte médica, e jamais poderiam ter negligenciado a máxima terapêutica "primum non nocere".. Mas até quando a classe médica seguirá achando"normal", plausível e aceitável receitar paracetamol na dengue?

RENAN MARINO é professor da FAMERP-Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto/SP